MEU TEMPO NO MUNDO – A CURIOSIDADE QUE ME MOVE

04.07.2018 em Novidades e Inspirações.
Autor do post: Lila Guimarães, jornalista e calaboradora da Donato.

Dizem que o nosso pior defeito é também a nossa melhor qualidade, ou vice-versa. Para quem tem a ansiedade correndo solta pelas veias, de certa forma, esse pensamento faz muito sentido e tudo isso pode até ser positivo. Segundo o médico José Gilberto Macedo, seu entusiasmo com a vida é um misto de curiosidade com ansiedade. Uma equação que resulta em plena vitalidade e que o faz ser também um viajante incansável.

“Eu não quero sentar e ler o jornal. Quero ver a vida! Não domino isso, mas é o que me faz sair de casa.” Assim, começamos a entrevista com ele para nossa série MEU TEMPO NO MUNDO.

viajantes

José Gilberto Macedo em foto por Victor Affaro

Para equilibrar toda essa carga de ansiedade, Macedo (como é chamado pelos amigos e também entre os viajantes da Donato) se entrega aos esportes. “Velejo, nado, jogo tênis e golfe. Isso é como uma terapia! Gravo músicas que gosto, mas simplesmente esqueço de colocar para tocar tamanha a paz que sinto quando velejo. No tênis eu me esborracho, mas saio com a cabeça flutuando”, nos contou com o sorriso de quem sabe bem o prazer que é se dedicar ao que gosta.

“Meu sogro aos 66 anos maldizia a velhice. Hoje, eu com 77, não consigo maldizer essa fase da vida. Ontem eu fiz uma hora de pilates e de alongamento, peguei o carro e fui jogar golfe. Se eu reclamar eu peco, mas é claro que isso depende da pessoa, do seu ritmo e também da genética”, disse Macedo. Entre outras atividades que preenchem seu tempo, a leitura ganha destaque. Ele coleciona mais de 1.200 livros e viaja sempre que pode.

“O que me motiva a viajar é a minha curiosidade. Sou um eterno curioso, me interesso por todo tipo de assunto. Posso passar algumas horas conversando só sobre os aeroportos da Nova Zelândia, por exemplo. As viagens, assim como os livros, te abrem fronteiras maravilhosas para o conhecimento. A grande vantagem da vida é o aprendizado. Uma vez eu estive com um senhor de 80 anos que me disse que havia aprendido algo novo. Na época eu pensei que com 80 anos já saberia de tudo, mas a gente não sabe nada. A gente só fica mais preparado.”

Sua lista de viagens inesquecíveis é longa, mas faz questão de destacar algumas cenas: “A Grande Barreira de Coral na Austrália, a natureza do Taiti (o sossego, a calma, a paz), as Ilhas Galápagos (com suas aves, plantas e animais), o passado presente na Nova Zelândia, a simplicidade do povo nas ilhas do Caribe, a natureza em seu estado mais puro na Patagônia, a beleza do Rio de Janeiro, a história das pirâmides do Egito a pureza do povo na África do Sul (os animais são cinematográficos)”.

Ainda há muitas outras passagens que o marcaram como a chegada de avião pela Baía de Sidney e uma lua cheia nascendo na praia de Copacabana, “Foi algo que me fez achar que estava bêbado, mas não estava. Tem gente que olha e nem percebe, mas isso me encanta. Me considero uma pessoa bastante racional, mas quem olha a lua e baba com ela não pode ser um idiota. Um pingo de romanismo é importante. Na verdade, o ideal é ter um boa dose de romantismo para viver!”. Por aqui, só podemos concordar com ele, claro!

Leiam mais sobre a série MEU TEMPO NO MUNDO aqui! 

Vejam a seguir um trecho da entrevista do José Gilberto Macedo:

 

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