A SOLIDÃO É TÃO NOCIVA QUANTO O CIGARRO

05.10.2018 em Novidades e Inspirações.
Autor do post: Mary Jo Kreitzer, na plataforma Plenae

Há evidências convincentes de que relacionamentos fortes contribuem para uma vida longa, saudável e feliz. Por outro lado, os riscos à saúde para quem vive de forma isolada são comparáveis ​​aos associados ao tabagismo, à pressão arterial e à obesidade. Pesquisas dão um ideia de como estreitar os laços com as pessoas amadas pode ajudar na saúde.

Longevidade: Uma revisão de 148 estudos descobriu que as pessoas com relações sociais fortes são 50% menos propensas a morrer prematuramente. Da mesma forma, a pesquisa sobre as Zonas Azuis, de Dan Buettner, calcula que o comprometimento de um relacionamento amoroso aumenta em até três anos a expectativa de vida. Os pesquisadores Nicholas Christakis e James Fowler, autores do livro Conectado: O Surpreendente Poder Das Redes Sociais e Como Elas Moldam Sua Vida (338 pág, Brown & Cia, 2009), descobriram que a expectativa de vida dos homens se beneficia do casamento mais do que a das mulheres.

Estresse reduzido: O apoio oferecido por um amigo cuidadoso pode ser um amortecedor contra as pancadas da vida. Em um estudo com mais de 100 indivíduos, os pesquisadores descobriram que a recuperação de um situação de estresse é maior quando as pessoas recebem o apoio de pessoas queridas e próximas.

Mais saúde: Relacionamentos fortes contribuem para a saúde em qualquer idade. De acordo com a pesquisa da psicóloga Sheldon Cohen, estudantes universitários que relataram ter relacionamentos significativos eram 50% menos propensos a contrair um resfriado comum quando expostos ao vírus. Outro estudo realizado com adultos mais velhos descobriu que a solidão é um indicador significativo de saúde precária. Ter amigos e família ao redor também aumenta a satisfação com a saúde – de acordo com uma pesquisa internacional do Instituto Gallup de 2012 – mais do que as pessoas que se sentem isoladas. Outra questão levantada é o tipo de amigos com que se relaciona. Estar entre pessoas saudáveis ​​aumenta a probabilidade de desenvolver hábitos positivos. No livro de Christakis e Fowler, as pessoas não obesas são mais propensas a ter amigos que não estão acima do peso porque os hábitos saudáveis ​​se espalham por nossas redes sociais.

Afetividade: Uma pesquisa do National Bureau of Economic Research, dos Estados Unidos, com 5 mil pessoas descobriu que duplicar seu grupo de amigos tem o mesmo efeito em bem-estar que um aumento de 50% na renda.

Leia o artigo completo aqui (em inglês).

Artigo por Mary Jo Kreitzer, na plataforma Plenae.

 

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