UMA CARTA DE AMOR AOS BÁLTICOS

14.03.2019 em Viagens e Destinos.
Autor do post: Lila Guimarães, jornalista e colaboradora da Donato

Cartas de amor são como relíquias. Elas guardam sensações genuínas e sinceras, assim como as memórias mais lindas de uma certa época da vida. Parte do nosso mundo emocional vive ali para sempre à espera de uma nova visita. Lembrando das viagens mais especiais já realizadas pela Donato Viagens, descobrimos no acervo da Roberta Donato (diretora da agência e filha de seus fundadores) o relato de uma passagem pelos Países Bálticos durante três semanas em 2008 com seu marido. O texto é uma declaração de encantamento à região, escrita de lá mesmo e enviada aos seus pais, Qamal e Suely Donato, dois viajantes apaixonados pelas riquezas do mundo.

roberta donato balticos

Roberta e o marido, Tiago, em Tallinn

Por causa desta carta (que compartilhamos em trechos resumidos por aqui), a família passou a incluir os Bálticos na agenda de viagens em grupo da agência. Este ano, em setembro, vai acontecer a terceira ida da Donato aos países banhados pelo Mar Báltico: Estônia, Letônia e Lituânia. O roteiro está um pouco diferente da primeira viagem feita por Roberta, e ainda passará por Varsóvia, capital da Polônia, e Helsinque, capital da Finlândia. Uma Europa aconchegante e cheia de vida para ser descoberta, como Roberta descreveu:

“Mal tinha ouvido falar destes países no Brasil e nada sabia da história deles. Escolhemos vir para cá porque lemos a respeito e descobrimos que era uma região na Europa cuja natureza era mais virgem e bem preservada. Gostamos da ideia de conhecer uma parte da Europa ainda pouco explorada. Nossa surpresa quando chegamos aqui foi grande: estes países têm sim uma natureza linda, ainda possuem grande parte de sua população no campo, têm uma história densa, pessoas educadas, cidadezinhas pitorescas e capitais que, aos poucos, estão se tornando pólos turísticos. Vimos muitos grupos de portugueses e espanhóis por aqui.

A primeira parada foi a Estônia. Chegamos à capital e ficamos lá por 6 dias. Tallinn é uma cidade “fofa”. Este é um adjetivo estranho para cidades, mas foi assim que senti. É uma cidade pequena que me lembrou Paraty. A mais medieval das cidades que já visitei até hoje. Grande parte dos muros da cidade ainda pode ser vista com suas torres, ruas de paralelepípedo, uma parte alta que oferece uma linda vista da cidade. Tem mar e um calçadão beirando a costa onde as pessoas fazem piquenique, andam de bicicleta e patins. Nós andamos de bike num domingão e fizemos um programa típico dos estonianos. Passeamos num lindo parque onde encontra-se o Museu Nacional da Estônia, com sua maravilhosa e premiada arquitetura. Os estonianos são pessoas lindas, educadas, mas reservadas. Achei a Estônia simples, naturalmente bela e encantadora.

Seguimos para a Letônia. Quando chegamos, já demos de cara com o mercadão de Riga, que é um dos maiores da Europa, com milhares de barraquinhas de comida, roupas e bugigangas. Além dos quatro prédios que tem arquitetura inspirada nas garagens de Zepelim. Riga é a mais cosmopolita das três capitais bálticas. Sua singularidade está na mistura de características europeias tradicionais (com seus lindos edifícios Art Noveau, suas largas avenidas com prédios grandiosos, muitas vezes mal conservados, os numerosos parques no meio da cidade) e características nórdicas (com suas diversas igrejas com cúpulas pontiagudas de cobre). O Rio Daugava (Rio Duína) corta a cidade com uma exuberância única. É largo, cheio e tem uma passarela por onde as pessoas caminham, conversam e pescam. Suas pontes dão um ar moderno à cidade.

Em Riga também conhecemos o campo sem sair da cidade no Museu Etnográfico, onde pudemos ver como eram as vilas rurais e de pescadores no final do século 19 e início do século 20. As pessoas da Letônia também são lindas, educadas e mais abertas do que os estonianos. O mercadão, as praças, os monumentos, as flores. Tudo isso me fez sair de lá encantada com Riga. Foi uma deliciosa surpresa descobrir esta cidade!

Depois de uma semana em Riga, novamente no domingo, pegamos o ônibus para Vilnius. A Lituânia tem uma característica um pouco mais marcante quando comparada aos outros dois países do Báltico. Enquanto a Estônia tem forte influência nórdica e a Letônia tem forte influência russa (já que metade de sua população é russa, e os letões são minoria em seu próprio país), a Lituânia parece ter uma personalidade mais autêntica. As pessoas são sorridentes e alegres. É fácil compreender porque são chamados os italianos do báltico.

Vilnius é uma cidade muito charmosa que fica, em tamanho e estilo, no meio de Tallinn (bem provinciana) e Riga (bem cosmopolita). Diferente de Riga, que tem uma cidade moderna cheia de atrações, além do centro histórico, as atrações de Vilnius se concentram no Centro Histórico e nas margens dele. É uma cidade repleta de verde! Por todos os lados, como se a cidade tivesse no meio de um grande parque ecológico. Jardins, montes, rio, diversas igrejas e muitas construções barrocas que me lembraram Ouro Preto. Vilnius é uma cidade relativamente grande dentro da Europa, mas uma capital provinciana, com verde em todos os lugares, dando um charme especial à cidade! E a clareza de que acertamos em embarcar para esta viagem!”

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